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Padre Léo será santo? Entenda!

Padre Léo | 06 de Setembro 2019

Saiba a diferença entre beatificação e canonização, os trâmites que podem levar o fundador da Comunidade Bethânia aos altares.

Padre Léo será santo? Entenda!

Será Padre Léo mais um Santo brasileiro? Em 2007, após dez anos ao seu falecimento, a Comunidade Bethânia, apresentou o pedido de beatificação do seu fundador ao Arcebispo de Florianópolis, D. Wilson Tadeu Jönck. Segundo o Padre Vicente de Paula Neto, bth, presidente da comunidade, o Arcebispo não só autorizou, mas incentivou e indicou os passos seguintes para este trabalho. 


Não existem documentos ou discursos pontifícios que expliquem a diferença entre beatificação e canonização. Entretanto, pode-se verificar pelas bulas pontifícias que envolvem ambos os processos, que a beatificação trata-se de uma permissão para que um fiel seja cultuado como “Bem-Aventurado” por uma comunidade ou uma nação, por exemplo. Ao passo que, na canonização, o Papa prescreve que o fiel seja cultuado como Santo por toda a Igreja, ou seja, é uma ordem e um atestado que este fiel viveu heroicamente as virtudes e viveu na fidelidade à graça de Deus. Com efeito, essas virtudes são um caminho para chegarmos ao céu, por isso, a Igreja propõe os santos e santas como modelos e intercessores (cf CIC 828).

Sob responsabilidade do Padre Lúcio Tardivo, vice-presidente da Comunidade Bethânia, a Associação Padre Léo está incumbida pelo processo de beatificação, desta maneira, a associação coleta testemunhos de graças e milagres para anexá-los ao processo. Não se sabe quanto tempo vai durar o desenvolvimento da beatificação, uma vez que tudo depende da comprovação de um milagre. 

>>> Saiba mais sobre a trilha a ser percorrida entre a beatificação e canonização aqui

Um dos passos para a beatificação é a investigação da vida do candidato, isto é, provas de suas virtudes e fama de santidade. Em 2006, em sua última pregação no Hosana Brasil (Comunidade Canção Nova), Padre Léo nos deixou uma grande mensagem de fé. Debilitado pelo luta contra o câncer no sistema linfático, já não tinha forças, pregou sentado. A multidão o ouvia atenta: “Meu Deus, essa doença meu tirou tudo! Já não ando mais sozinho, não enxergo direito, fiquei cego do olho direito, do esquerdo enxergo apenas 40%, não prego mais, não estou mais na minha comunidade...e veio ao meu coração: “Ai de mim se não evangelizar””. Após ser ovacionado pela assembleia, o padre explicou que o câncer havia lhe tirado quase tudo, mas não lhe tirou a fé! Aquele homem de Deus demonstrava, não só com suas palavras, mas com sua vida, que combateu o bom combate da fé, que andava na fé e não na visão. Tinha a certeza que a doença veio para lhe ensinar e dizia que não queria perder um minuto de aprendizado. Dessa forma, declarava o que havia aprendido até o momento: “O câncer serviu para fortalecer a minha fé e me tornar um sacerdote mais santo, pois a fé é uma força que nos projeta, nos impulsiona para as coisas do alto”. 

Este sacerdote se entregou, conhecia e fazia a vontade de Deus. Mesmo definhado, Padre Léo obedeceu a voz do Espírito Santo e continuou.  Encontrou uma maneira de escrever o seu último livro: “Buscai as coisas do Alto” (Editora Canção Nova), homônimo do tema da pregação de despedida. Pregava ao seu povo que para ser feliz era necessário buscar as coisas do alto, como nos alertou Paulo, o Apóstolo do Cristo, “Se portanto ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto [...]. Aperfeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Por que estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Col 3, 1-3). Muitos começaram a buscar as coisas do alto após ouvir suas pregações. Padre Léo, sendo um comunicador completo, atingia o coração do povo porque o conhecia. Palavras simples, mas de uma sabedoria profunda de quem ouvia, falava, sentia e enxergava com o coração. Talvez, por isso, entendia tão bem de cura interior.  Os conselhos do padre alcançavam os corações feridos e sedentos de compreensão, amor e, sobretudo, de ir ao encontro de Deus. Um Deus vivo que foi também foi verdadeiramente homem, assim sendo, conhece os Seus filhos. As palavras penetravam o mais íntimo da alma porque saiam pura e simplesmente do Evangelho. Exímio conhecedor da Palavra de Deus, fazia com que o Evangelho brilhasse aos nossos olhos, pois, não se preocupava em brilhar.


Coração apaixonado por Jesus e por sua Igreja, Padre Léo não tinha medo de falar a verdade. Exortava, mas não perdia uma oportunidade de brincar e de sorrir.   Dono de um senso de humor espetacular, adorava contar causos do interior, lembranças da vida simples de sua infância. O candidato a beato, não utilizava palavras difíceis ao rezar...Costumava começar com “Pai Santo, Pai querido, Pai amado”. Hoje, os consagrados e os filhos de Comunidade Bethânia, rezam da mesma maneira e pedem sua intercessão diariamente. Também gostava muito de cantar! Dizia que cantar a vida era cantar o Senhor. Assim, finalizou sua última pregação, cantando a saudade do Senhor, sem imaginar que sua partida para a eternidade estava próxima. Quem conviveu com o Padre ou teve oportunidade de ouvi-lo, conhece tanto de suas virtudes! Quantos o conheceram após sua morte, através das centenas de pregações transmitidas pelo Sistema de Comunicação Canção Nova e outros veículos de comunicação? Quantos ainda o conhecerão? Será como beato ou como santo? Tudo está nas mãos de Deus!


Contudo, conhecemos o: Léo, menino simples e hiperativo do Biguá. Léo, o jovem coroinha, o jovem que, por um momento, entrou no caminho sombrio das drogas, que namorou e foi noivo. O jovem Léo, que largou tudo e correspondeu à sua vocação. Padre Léo, o Pai Espiritual que se preocupou com o sofrimento dos dependentes químicos e dos que estão à margem da sociedade. O grande pregador, sacerdote que entendia e falava a língua do povo. Padre Léo, que se gastou pelo Evangelho até o último dia da sua vida. O homem cujo coração bateu junto ao Sagrado Coração de Jesus. Embora não tenha prazo para que o processo de beatificação seja concluído, a Comunidade Bethânia convoca todos à rezarem para que, dentro em breve, possamos cultuá-lo: Bem Aventurado Padre Léo e, mais adiante, o Sumo Pontífice ordene que seja reconhecido Santo. São Léo! 

 
 
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