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A importância da oração para o fortalecimento da fé

Espiritualidade | 28 de Fevereiro 2019
A importância da oração para o fortalecimento da fé

O ser humano, por conta do pecado original, possui uma tendência à concupiscência, ou seja, ao mal. Constantemente há uma força que atrai as pessoas para essa condição. Ter consciência disso é o primeiro passo para reconhecer a importância de rezar diariamente.

A palavra ‘oração’ contempla dois aspectos: orar + ação. Ou seja, não basta somente orar e tampouco somente agir, é preciso unir ambos para se fortalecer na fé. 

Pode parecer muitas vezes que Deus está alheio às nossas orações. Quem nunca teve essa impressão? No entanto, o fato é que Deus está sempre a escutar. O que ocorre, na realidade, é que Ele é quem sabe o que é melhor para cada pessoa. E, antes mesmo que a pessoa realize a prece, Deus já sabe o que está em seu coração. 

Pode perguntar-se, então: mas se Ele sabe, porque não age? Por conta de alguns pontos: nem sempre o que se pede é o que Ele preparou para a pessoa; porque Deus tem o tempo d’Ele para agir e mesmo que não se perceba Ele já está agindo. Também é preciso pedir com fé a Ele, em demonstração de reconhecimento ao Seu poder.

“Enquanto a sua oração não se transformar em um grito, Deus não vai ouvir” 
Pe. Léo durante pregação ‘Abandone sua capa’


A passagem sobre o cego Bartimeu exemplifica a importância da súplica de fé:

“Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu. Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: ‘Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!’. Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: ‘Filho de Davi, tem compaixão de mim!’. Jesus parou e disse: ‘Chamai-o’. Chamaram o cego, dizendo-lhe: ‘Coragem! Levanta-te, ele te chama’. Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele. Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: ‘Que queres que te faça?’. ‘Rabôni’ -, respondeu-lhe o cego – ‘que eu veja!’. Jesus disse-lhe: ‘Vai, a tua fé te salvou’. No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho” (Mc 10:46-52).

Jesus sabia o que o cego queria, era óbvio, queria ver! Mas, Deus quer a fé, quer que peçamos sua misericórdia, pois o pedir é confiar em Deus, é demonstrar reconhecê-Lo como soberano e é o que nos leva para o céu. Como no caso de Bartimeu, que teve como resposta de Jesus “Vai, a tua fé te salvou”.

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Outra bela passagem que exprime o verdadeiro sentido da oração é a parábola da viúva perseverante contada por Jesus aos discípulos.

“Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo. Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma. Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com frequência à sua presença para dizer-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: ‘Eu não temo a Deus nem respeito os homens; todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar’. Prosseguiu o Senhor: ‘Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?’” (Lc 18:1-8)

Nesta passagem, é possível compreender que a persistência na oração toca o coração de Deus, ou seja, Jesus deixa o ensinamento de que não se deve desistir e ressalta claramente a necessidade de orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo. No entanto, no final da passagem pode-se refletir ainda a respeito do questionamento que Ele fez aos discípulos. Jesus, o verbo encarnado, Deus, nos agracia, mas espera que isso realmente nos torne ainda mais fiéis a Ele em prol da nossa salvação no dia de Sua volta.



Outra passagem que exemplifica isso é a da cura dos leprosos:

“Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galiléia. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: ‘Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!’. Jesus viu-os e disse-lhes: ‘Ide, mostrai-vos ao sacerdote’. E quando eles iam andando, ficaram curados. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. Jesus lhe disse: ‘Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!’. E acrescentou: ‘Levanta-te e vai, tua fé te salvou’.

Nela, é possível ver que Deus só espera das pessoas a fé, e que esta seja profunda e verdadeira. Jesus mandou que os leprosos fossem ao sacerdote, mas antes mesmo deles chegarem, foram curados por Deus. Infelizmente, assim como os nove leprosos que não voltaram para agradecer o milagre da cura, muitas pessoas também clamam com fé, mas vivem a ingratidão, que as afasta da salvação. 

É por meio de oração que, diariamente e a todo tempo, Deus nos dá a oportunidade de reconhecê-Lo como o Senhor, pois quando se ora, se entrega a Deus. E quanto mais se o faz, mais confiança n’Ele se tem, mais se afasta do pecado, mais proteção se recebe, pois, ao estar em oração, afastamos as obras diabólicas.

Nem sempre se tem forças para rezar, mas é importante saber que nos dias em que menos se quer rezar, são os dias em que mais se precisa rezar. Rezar é travar uma luta contra o mal. E, claro, muitos contratempos surgem para afastar os fiéis da oração. Tendo esse entendimento, torna-se mais fácil conseguir, uma maior determinação para não ceder às forças que puxam para o mal, ter disciplina para criar uma rotina de oração.

É preciso perseverança na oração. Pedir a presença do Espírito Santo em primeiro lugar ao iniciá-la é essencial. Mas, além dos momentos especialmente dedicados à oração, é importante manter-se em oração constantemente, seja no trânsito, lavando a louça, andando pela rua, no trabalho. Conversar com Jesus a todo tempo, pensar nas pessoas que precisam de ajuda, sempre entregando-as a Deus, já é uma forma de orar também, assim como dizia Santa Madre Teresa de Calcutá: “Pensar em uma pessoa que se ama, é rezar por ela”.



E acima de tudo, sempre ao fazer uma prece, no final, deve-se entrega-la à vontade de Deus, pois o próprio Jesus entregou-se à vontade do Pai, então quem seríamos nós para não nos submetermos à vontade d’Ele?

“Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua” (Lc 22:42).

Que através da ação do Espírito Santo estejamos sempre entregues à vontade de Deus e fortalecidos na oração, almejando a santidade, para adentrarmos um dia à vida eterna.

Oração do Espírito Santo

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação.

Por Cristo, Senhor nosso. Amém.


 
 
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