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Uma vida dedicada ao Evangelho

Há exatos 40 anos, em uma celebração na Paróquia São João Batista, em Jandaia do Sul, cidade da região norte do Paraná, Djalmo Alves da Silva, tornava-se padre, após uma trajetória de quase 20 anos de estudos. Um sonho que nasceu em seu coração ainda na infância, em meio à vida simples do campo e ao trabalho diário na lavoura de café. “Eu tinha expressado aos meus pais, a vontade de ser padre. Então fui conversar com o pároco da minha cidade e ele disse que eu teria que ir para o seminário imediatamente”, recorda Pe. Djalmo.

Foram os trilhos do trem que o levaram em 1961 para o Seminário Josefino Nossa Senhora de Guadalupe, da Congregação dos Oblatos de São José, em Ourinhos (SP) ainda menino, aos 11 anos. Uma experiência diferente de tudo que vivera até ali, especialmente, por ser a primeira vez que ficaria longe dos pais Dionísio Alves da Silva (in memorian), Rosina Maria da Conceição da Silva (in memorian) e dos oito irmãos. “Eu nunca tinha saído de casa. Aquele dia foi a primeira vez que eu sai de casa e voltei depois de quatro meses, para passar as férias”, conta.

Em Ourinhos, ocorreu o processo de admissão conforme os requisitos da congregação e também seguiu com os estudos do Ginásio, (que hoje seria o ensino fundamental do 6º ao 9º ano). “Depois disso, fui para o Seminário São José, na cidade Assis (SP), para o fazer o segundo grau, o ensino médio”, explica o padre. Em seguida, mudou-se para Curitiba, capital do Paraná, onde ingressou no curso de graduação em Filosofia no Seminário Arquiocesano São José, junto com quatro colegas. “Fiz um ano de curso e depois todos desistiram, sobrou só eu. Aí o reitor pediu para que eu fizesse o vestibular para começar Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, onde conclui o curso em 1974”, acrescenta.

Na sequência, a caminhada vocacional levou o Pe. Djalmo para o curso Teologia, no Studium Theologicum Claretiano, também em Curitiba. “Fiz um ano de Teologia e interrompi para fazer o Noviciado, para conhecer a Congregação, o carisma, o fundador, a história, os estatutos, o regulamento e a constituição. Depois voltei para a Teologia e concluiu os estudos em 1979”, informa. Ao concluir esta etapa, ele passou pelo diaconato durante três meses e partiu para Apucarana (PR) para atuar como diácono. A tão esperada ordenação, no dia 21 de janeiro, na Igreja Matriz São João Batista, na cidade natal, com presença dos familiares, amigos e comunidade. Depois retornou para Apucarana onde tornou-se vigário paroquial, no complexo que contava com Colégio, Seminário e Paróquia. 


Bethânia na vida de Padre Djalmo

Anos depois já na cidade de São Paulo (SP), Pe. Djalmo atuou como vigário paroquial e pároco, onde passou a se sensibilizar pelas pessoas que buscavam ajuda para lutar contra as drogas. “Comecei a perceber que não haviam mais lugar para enviar estas pessoas, então isso começou a me despertar interesse”, recorda. 

Foi através da TV, que Pe. Djalmo conheceu o Padre Léo e a missão da Comunidade Bethânia. Então, em 2006 solicitou ao superiores e a Congregação dos Oblatos de São José autorização para se desligar da instituição e iniciar um trabalho voltado ao acolhimento de pessoas que passavam por problemas relacionados à dependência química. “Eu via e ouvia muito o Padre Léo, então entrei em contato com o Pe. Vicente, Bth e pedi uma oportunidade para fazer uma experiência em Bethânia”, informa. 

Após seguir todos os trâmites solicitados pela Comunidade e mediante a liberação da Congregação, Pe. Djalmo chegou em Bethânia no 18 de outubro de 2007, mesmo ano da morte do Padre Léo. De lá para cá, são quase 12 anos, e hoje aos 70 anos, dedica-se às celebrações de missas, apoio à Paróquia São João Batista e principalmente acolhendo os filhos e filhas de Bethânia e a todos que encontram na Comunidade um lar e uma referência espiritual. “Me sinto muito agradecido a Deus, por ele ter realizado esse projeto em minha vida. Estar aqui é uma experiência muito rica. Bethânia é para mim a oportunidade de acolher, compreender e sentir realmente a graça de Deus que atua restaurando e santificando as pessoas”, conclui Pe. Djalmo.

 
 
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