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Dia Mundial da Adoção: Um ato de amor

A adoção é um ato de amor incondicional, muito maior que uma aceitação ao outro. Assim como em Bethânia, em que a cada dia podemos fazer a experiência com nossos filhos. Adotar é trazer para perto, acolher, inserir o outro em nossa realidade, e não deixá-lo a margem. 
Neste dia onde recordamos o dia mundial da adoção, vale reservar um tempo pela prece às inúmeras crianças que hoje ainda esperam por um lar, por uma família, em tempos que tentam até corromper a essência de ser família. É triste saber que muitas das crianças hoje se tornam adolescentes nos orfanatos, por não se encaixarem em um “perfil ideal” de “filhos”. 
Segundo dados deste ano, do Conselho Nacional de Justiça, hoje há 9.245 crianças disponíveis para a adoção, e 44.873 famílias interessadas na adoção. Os números confirmam a busca por esse perfil ideal, mas com a graça de Deus o número nessa questão já tem diminuído.
Não é possível fazer a recordação no dia de hoje e deixar passar o grande modelo de Pai adotivo que é São José. É preciso dar espaço para Deus e compreender n’Ele a sua vontade, e nessa certeza, assim como o simples carpinteiro de Nazaré, nos transbordar do amor de Deus, acolheu em seu coração a vontade do Pai. 
São José foi pai verdadeiro de Jesus, não pela carne, mas pelo coração. Protegeu o Menino das mãos assassinas de Herodes, e ensinou-lhe o caminho do trabalho. O Senhor não se envergonhou de ser chamado “filho do carpinteiro”. Nos mostrando assim como o trabalho é santificador, pois o mesmo viveu até sua vida pública. Santa Tereza D’Ávila dizia que quem não achasse o seu mestre, que tomasse São José como mestre, pois com certeza não errará o caminho.


Ao redigir este texto, escrevo e me emociono ao revirar aquilo que está dentro de mim. Pois dentre as milhares de crianças que ainda esperam por um lar, eu tive a graça de ter uma família disposta, e com apenas uma semana já encontrei uma família e um lar. Me recordo por vezes eu querendo formar o perfil de pais ideais, segundo as minhas vontades, onde muito me decepcionei. Hoje e cada dia mais, tenho a certeza que “tudo” é graça de Deus!
Família não é DNA, nem genética, ou aquilo que traçamos como “ideal”, como cor de pele, estilo de cabelo, entre outras características que devem ser supérfluas. Pois família é muito mais que isso. Família é amor. Família é afeto!
Guardo muito para mim que família é quem cuida, ama e educa. Por isso, aproveitando essa data chave para mim e para aquilo que condiz a minha história, venho pedir as orações e anunciar, que no ano que vem teremos um livro com o título: “A experiência de um abraço”. O abraço é algo marcante em minha vida, e quero no livro trazer questões atuais e pedir a graça de Deus sobre nossa vida e história. 
Padre Léo dizia sempre da força do abraço. Um abraço cura. Quantas palavras seriam economizadas com um simples abraço! Um abraço vale mais que mil palavras.
Que neste dia você possa acolher todos aqueles que estão longe. Que você possa abraçar e ser sinal de Deus para aqueles que precisam. E não se esqueça: fique ligado que ano que vem teremos novidades...
Vivamos juntos a experiência do abraço!
Deixo aqui o meu forte abraço à você!

Texto: Lucas Wippel
Discípulo em Missão da Comunidade Bethânia e, estudante de filosofia na PUCPR

 
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