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Comunidade Bethânia promove momento de escuta, prevenção e autocuidado durante o Outubro Rosa

As filhas, consagradas e colaboradoras da Comunidade Bethânia, no Recanto São João Batista, participaram, na tarde de quarta-feira (21), de um momento especial de escuta, prevenção e autocuidado. A iniciativa foi conduzida por voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer de São João Batista e integrou a programação do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e colo de útero.

Entre as voluntárias estava a atleta Eliege Cadorin, que compartilhou a trajetória marcada pelo esporte, pela superação de desafios e pela luta contra o câncer. Seu testemunho mostrou como a resiliência e a capacidade de se redescobrir podem ajudar a enfrentar diferentes fases da vida.

Do voleibol ao atletismo: uma trajetória de conquistas

A história de Eliege no esporte começou ainda na adolescência. Na década de 1980, aos 14 anos, saiu de casa e mudou-se para Florianópolis para integrar a seleção catarinense de voleibol. Ao longo da carreira, passou por equipes de Blumenau, Criciúma e Brusque, até encontrar em Joinville um lugar importante para o desenvolvimento pessoal e profissional.
Na cidade, estudou, formou-se, aprendeu idiomas e trabalhou durante 16 anos na Embraco, empresa multinacional, no setor de Recursos Humanos. Foi também nesse período que descobriu uma nova paixão: o salto em altura.

Mesmo conciliando trabalho, estudos e treinamentos, Eliege seguiu investindo no esporte. A dedicação a levou a participar de dois campeonatos mundiais de salto em altura. Na competição realizada na Itália, conquistou o quinto lugar. Posteriormente, no mundial disputado na Suíça, subiu ao pódio.

Ao longo da trajetória como atleta, acumulou 402 medalhas, resultado de anos de disciplina, dedicação e perseverança.


A superação de dois grandes desafios

A vida de Eliege, porém, também foi marcada por experiências que exigiram uma força muito além das pistas de atletismo. Em 2016, recebeu o diagnóstico de câncer de mama e precisou passar por uma mastectomia, procedimento cirúrgico para a retirada da mama, além de enfrentar o tratamento.
Outra experiência marcante foi um coma que durou 45 dias. Ao despertar, descobriu que havia perdido os movimentos de um lado do corpo, o que impossibilitou a continuidade da carreira como atleta.

Foram dois anos de fisioterapia para recuperar movimentos e habilidades essenciais para a rotina, incluindo ações simples, como assoviar. O processo exigiu paciência, persistência e uma nova maneira de encarar a vida.

A experiência transformou a relação com o próprio corpo e com os desafios cotidianos. Hoje, Eliege compartilha a história com outras mulheres que enfrentam o câncer, oferecendo acolhimento, incentivo e esperança a quem passa pelo tratamento.

“Não é só quando você tem uma doença que precisa se descobrir, é no dia a dia, é ter resiliência, nas pequenas coisas”, destaca a atleta.

A reflexão reforça a importância de olhar para si com atenção, valorizar as pequenas conquistas e compreender que o autocuidado precisa fazer parte da rotina. A ideia de que é necessário cuidar tanto da saúde física quanto da mental também esteve presente no encontro.

Outubro Rosa: informação, acolhimento e cuidado

A presença da Rede Feminina de Combate ao Câncer na Comunidade Bethânia proporcionou às participantes um espaço de diálogo, partilha e conscientização sobre a importância da prevenção e do cuidado com a saúde.

Além de levar informações, momentos como esse fortalecem vínculos e mostram o valor da escuta e do acolhimento, especialmente para mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer.
A Comunidade Bethânia agradece à Rede Feminina de Combate ao Câncer de São João Batista pelo trabalho dedicado e essencial que realiza no município, levando apoio, informação e esperança a tantas mulheres.

A ação reafirmou o propósito do Outubro Rosa: incentivar o cuidado com a saúde, ampliar a conscientização e lembrar que ninguém precisa enfrentar os desafios sozinho.

 
 
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