Em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, a Comunidade Bethânia, em parceria com o Sesc – Serviço Social do Comércio – realiza uma série de atividades voltadas aos filhos e filhas acolhidos na Casa do Padre Léo, em São João Batista.
A programação conta com três encontros. O primeiro ocorreu na segunda-feira, 22 de setembro, reunindo as acolhidas mulheres em uma roda de conversa sobre violência contra a mulher. Já na quarta-feira, 24, o encontro abordou a temática da prevenção ao suicídio, alinhada à campanha nacional do Setembro Amarelo, que busca promover a valorização da vida e ampliar o diálogo sobre saúde mental. O terceiro momento será realizado na segunda-feira, 29, e terá como foco a reflexão com os filhos da comunidade, também com destaque para a violência, em especial contra a mulher.
Para Márcia Giselle Amorim, assistente social e coordenadora de acolhimento da Comunidade Bethânia, a parceria com o Sesc fortalece a missão de conscientização.
“A rodada de palestras promovida por meio dessa parceria é fundamental para a prevenção da violência contra a mulher e, neste mês de setembro, para reforçar também a campanha de valorização da vida e prevenção ao suicídio. É através de ações educativas e de diálogo que fortalecemos os acolhidos, incentivando o respeito mútuo e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, além de uma sociedade mais acolhedora e comprometida com a promoção da paz”, destacou.
Setembro Amarelo: campanha pela vida
Criada em 2015, a campanha nacional Setembro Amarelo é uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O movimento promove ações em todo o país para ampliar o debate sobre saúde mental, combater o estigma em torno do tema e incentivar que as pessoas busquem ajuda em momentos de sofrimento emocional.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano no mundo. No Brasil, estima-se que ocorra um caso a cada 45 minutos. Por isso, a campanha reforça que falar sobre o assunto é um passo essencial para salvar vidas.