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O que Padre Léo fez em Bethânia?

Padre Léo | 13 de Setembro 2019

Conheça o legado deixado por Padre Léo. Além de seus livros e pregações, ficou plantado um carisma que tem gerado muitos bons frutos.

O que Padre Léo fez em Bethânia?

Um carisma nasce de uma necessidade e um coração apaixonado pelo Cristo. Assim nasceu a Comunidade Bethânia. Através de um carisma suscitado na terra fértil do coração de um sacerdote, que via no acolhimento a fonte da transformação de vidas. 

Padre Léo, que foi dependente químico quando jovem, percebeu a urgência em auxiliar os jovens e suas as famílias que o procuravam no Colégio São Luiz, em Brusque - SC, onde era diretor.  Obediente à voz do Espírito Santo, o padre ratificava tal necessidade e encontrou, dessa maneira, pessoas enviadas por Deus para que a obra começasse.

Após a doação do terreno, em meio de uma clareira, centenas de pessoas se reuniram para a celebração da Santa Missa, que marcou o nascimento do Recanto São João Batista, em 12 de outubro de 1995. A Casa Mãe da Comunidade Bethânia foi construída e inaugurada em 1° de maio do mesmo ano. Desta forma, Padre Léo e as pessoas que já tinham decidido gastar suas vidas em prol daquela missão, recebiam os primeiros acolhidos, à quem chamam carinhosamente de filhos e filhas. 

O carisma da Comunidade Bethânia é “acolher cada um como o próprio Cristo”. Bethânia faz referência à cidade onde ficava a casa de Maria, Marta e Lázaro, os amigos de Jesus. A casa onde Jesus era bem acolhido, onde podia descansar e gostava de estar. A Comunidade Bethânia é uma comunidade de vida, ou seja, os membros renunciaram seus projetos pessoais e seus bens materiais, tendo tudo em comum, à exemplo das primeiras comunidades cristãs (cf At 2,42). Os consagrados, deste modo, moram com os filhos e filhas, que são pessoas que viviam à margem da sociedade: dependentes químicos, soropositivos e prostitutas. A essência do carisma, por assim dizer, é acolher estas pessoas, independente da sua condição psíquica, física ou social e abastecê-las da forma mais amorosa destes cuidados, principalmente, no âmbito espiritual. Portanto, a comunidade não é uma casa terapêutica ou uma clínica, mas um recanto de acolhimento. 


Com exceção da esfera administrativa, a comunidade não possui funcionários. Todo o trabalho é realizado pelos consagrados e filhos. Os acolhidos tem uma rotina estabelecida de trabalho e oração, sendo dois elementos essenciais na recuperação dos mesmos. O trabalho dignifica e a oração aproxima de Deus. Os consagrados relatam que os filhos e filhas dificilmente conseguem perseverar no tratamento se não estiverem envolvidos com o amor de Deus. Pois, há a necessidade de mudança de estilo de vida, amizades e de hábitos. Quando estão inseridos na Igreja, a restauração torna-se menos difícil e mais frutuosa. Hoje, pela graça de Deus e muita força de vontade, há consagrados que entraram na comunidade como acolhidos, isto é, tiveram suas vidas restauradas pelo carisma. 

Padre Léo dizia que as pessoas sempre perguntavam sobre as estatísticas de recuperação de seus filhos, então, respondia que a comunidade procurava corresponder em 100% à vontade de Deus. Se missão era acolher bem e fazer com que a pessoa se sentisse amada para que ela seguisse em frente, assim, a incumbência estava sendo 100% cumprida.  O sucesso da obra também conta com a providência divina, uma vez que não é cobrado nenhum valor dos acolhidos. Com 24 anos de existência, a Comunidade Bethânia, possui 8 recantos: Recanto Lorena, no Estado de São Paulo; Recanto Itaperuna, no Rio de Janeiro, Recanto Uberlândia, em Minas Gerais, Recanto Cianorte, Recanto Curitiba, Recanto Guarapuava e Recanto Irati, no Paraná, além da casa mãe, conforme citado acima. A manutenção de todos os recantos dependem da doação de bens de consumo, de dinheiro ou depósito em conta bancária realizados pelos “Amigos da Comunidade Bethânia”, além da venda de livros e artigos religiosos. 

Em meio ao vai e vem de sua missão, Padre Léo também encontrava acolhida na comunidade. Era o seu lar, onde era pai carinhoso e amigo afável. Onde ficava à vontade com seus filhos e filhas, que muito o amavam. No coração do padre, havia o desejo que Bethânia fosse local de acolhida, mas também de passagem.  Aspirava que seus filhos, em meio ao acolhimento e experiência com Deus, descobrissem o motivo pelo qual se machucaram e se perderam pelo obscuro caminho das drogas. Padre Léo, insigne conhecedor de cura interior, não podia desejar menos para seus filhos. Afinal, eles precisam voltar de cabeça erguida para a sociedade. 


Faleceu aos 45 anos, em 2007, vítima de câncer do sistema linfático. Foi músico, cantor, compositor, ficou conhecido nacional e internacionalmente por suas 250 pregações transmitidas pelo Sistema de Comunicação – Canção Nova, foi apresentador, e escreveu 28 livros. Muitos dons foram concedidos ao Padre Léo, pois Deus tinha um grande objetivo para ele, contudo, podemos dizer, com toda certeza, que o seu maior dom era o de acolher, por isso, surgiu a Comunidade Bethânia, o seu maior legado. Em uma de suas pregações, ele lembrou emocionado: “Quando levei meus pais para conhecerem o terreno onde construiríamos a Comunidade Bethânia minha mãe disse: “Léo, você não vai dar conta de fazer nada aqui... a terra é muito ruim...”. Meu pai, como bom agricultor, replicou: “Nazaré, não existe terra ruim...com adubo e trabalho, o terreno fica bom!””. As belas palavras de Seu Quinzinho eram o prenúncio dos muitos e bons frutos que aquela terra (Comunidade Bethânia) haveria de dar”. Padre Léo foi feliz em tudo o que fez, porque correspondeu à vontade de Deus. Assim diz o salmista: “Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera" (Sl 1, 2-3).  

Hoje, a Comunidade está sob responsabilidade do Padre Vicente de Paula Neto, bth, amigo fiel do Padre Léo, que o acompanhou dos tempos do Colégio São Luiz até seu último dia de vida. O atual presidente herdou o carisma, a missão e também está à frente do processo de beatificação do saudoso padre. Tudo nasceu do amor pela acolhida. Na acolhida, podemos abraçar, sentir o cheiro, dialogar, saber o que a pessoa precisa pelo modo de olhar ou falar. É possível, através de uma acolhida sincera, que a pessoa se sinta amada, como o próprio Cristo. A mudança pode começar pelo abraço. Você também pode abraçar esta causa. Seja um Amigo da Comunidade Bethânia.

 
 
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