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A importância de um retiro espiritual na vida do ser humano | Blog Comunidade Bethânia
 
 
 
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A importância de um retiro espiritual

Espiritualidade | 10 de Outubro 2018

Os retiros que a Igreja costumeiramente promove para os cristãos têm por objetivo imitar o exemplo de Jesus, a fim de colocar-se em oração e escuta da vontade de Deus para a construção e edificação do Seu Reino na Terra, por meio da conformação de seus filhos e filhas a Cristo.

A importância de um retiro espiritual

Os evangelhos relatam que, antes de tomar decisões ou realizar atos importantes, Jesus se retirava para uma região montanhosa ou desértica, onde passava longos tempos de silêncio e oração. Foi assim que escolheu seus seguidores mais próximos: “(...) naqueles dias, subiu ao monte para orar, e passou a noite em oração a Deus. Quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos” (Lc 6,12-13).

IMITAR O EXEMPLO DE JESUS

Os retiros que a Igreja costumeiramente promove para os cristãos têm por objetivo imitar o exemplo de Jesus, a fim de colocar-se em oração e escuta da vontade de Deus para a construção e edificação do Seu Reino na Terra, por meio da conformação de seus filhos e filhas a Cristo. 

A estrada para a vida eterna que o Senhor nos aponta requer um testemunho de fé: vida de oração, de intimidade e diálogo com Deus, vida sacramental e missionária. E na correria e no barulho do dia a dia, com rotinas tão intensas e pessoas cada vez mais cheias de compromissos, é forte o apelo a distanciar-se do silêncio e do tempo dedicado à oração. No entanto, acentua-se a necessidade desse “retirar-se para estar com o Senhor” justamente pelos mesmos motivos.

BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

Um retiro espiritual prepara a pessoa para viver a busca da sua espiritualidade na sua vida cotidiana, por meio de um processo que não deixa alguém “pronto”, mas fortalecido para a sua luta diária e constante de escolher a melhor parte. 

No Evangelho de Lucas 10, 38-42, vemos a narrativa de quando Jesus passa por Betânia, caminho de quem ia de Jerusalém para Jericó e vice-versa, e visita seus amigos Lázaro, Marta e Maria. Fazendo este caminho, visita-os para descansar por alguns instantes. No entanto, somente Maria se assenta aos pés do Mestre para escutá-Lo, pois Marta está ocupadíssima, mergulhada no seu ativismo, realidade que a cega em seu campo espiritual: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada” (Lc 10, 41-42). 

OFERTA DE TEMPO

Por isso, o retiro é um caminho valioso que permite que a pessoa se desligue da sua rotina oferecendo não o tempo que lhe sobra, mas o tempo que é precioso e ofertado ao Senhor, escolhendo a “boa parte”. Fazer um retiro é retirar-se da vida cotidiana para refletir sobre si mesmo, sobre o modo como está vivendo, agindo, se comportando, dedicando um tempo para si e para Deus, para conhecer-se em plenitude, fortalecer a fé e os laços de comunhão, a fim de renovar a vida orante e a espiritualidade, que prepara os cristãos para a luta constante rumo ao céu. O retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para renovar as forças espirituais e realizar o ser humano como pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, aperfeiçoando-se à imagem de Cristo. 

ENCONTRO COM DEUS

Os retiros de desdobram em diversos temas e áreas de aprofundamento, mas o objetivo central é sempre possibilitar uma nova experiência de encontro com Deus, para reavivar a chama da fé. Muitas pessoas vivem sem sentido em seu existir, buscando respostas para a sua profissão, para a sua vocação, para situações familiares, entre outros, e por meio de um retiro espiritual é possível ressignificar a vida, resgatando a essência da criação de Deus, o primeiro amor. 

VIDA DE ORAÇÃO

Marta acreditava que Jesus a amava por aquilo que ela fazia. Maria, ao contrário, sabia que era amada por Jesus por aquilo que ela era, por isso escolheu ofertar a si mesma, não o que poderia fazer. Todas as pessoas precisam parar, em algum momento, para olhar para dentro si, cuidar do seu coração, das suas alegrias e das suas feridas, e, assim, escutar a Deus, sentir-se amado e cuidado por Ele. Constituído de desejos, necessidades e anseios, que precisam ser canalizados em Deus para a saúde da alma e para as escolhas certas rumo à felicidade pessoal e do próximo, o ser humano tem a capacidade nata para a comunhão com Deus, pois traz no seu coração a marca de pertença ao Senhor e a atração natural ao Seu amor. Jesus não condenou o trabalho de Marta, todavia, estando com Ele, em amizade e em intimidade, se aprende o que, como e quando fazer. 

“(...) mas respondam no seu coração, não em voz alta, mas no silêncio: Eu rezo? Cada um responda. Eu falo com Jesus ou tenho medo do silêncio? Deixo que o Espírito Santo fale no meu coração? Eu pergunto a Jesus: Que queres que eu faça, que queres da minha vida? (Papa Francisco, Vigília de Oração, JMJ Rio 2013). 

 
 
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