O mundo comemorou, nesta quarta-feira, o Dia Internacional de Eliminação da Violência Contra a Mulher. Dados das Nações Unidas mostram que uma em cada três mulheres no mundo já foi espancada, violada sexualmente ou vítima de algum tipo de abuso.
Para marcar a data, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) organizou uma semana de eventos, conferências, exposições, debates, apresentação de filmes sobre as inúmeras formas de violência contra a mulher e os esforços para combater o problema. Também está prevista, para o escritório de Paris, a conferência "A mulher, a água e o desenvolvimento sustentável na África".
A diretora geral da Unesco, Irina Bokova, declarou que a violência contra as mulheres constitui uma "violação inadmissível de seus direitos e liberdades fundamentais".
A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, levantou a questão sobre a cumplicidade do mundo diante da violência contra a mulher. Ela instrui que, ao ouvir uma mulher gritar porque está sendo agredida, todos devem intervir, seja o agressor um amigo, um vizinho ou alguém da família da vítima.
Segundo a Organização, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher "lembra as proporções epidêmicas que esse problema de nefastas consequências para a saúde e o bem-estar pessoal das mulheres está tomando, assim como para o desenvolvimento social e econômico em geral".
Fonte: Rádio Vaticano
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