Trecho de palestra realizada no Retiro Famílias Restauradas
Ave Maria
Nossa Senhora de Bethânia,
Ensina-nos a graça do acolhimento!
O significado do acolhimento para nós em Bethânia representa a gama de significados que expressa relacionamentos saudáveis e curados. Portanto, não perca de vista o que é essencial no relacionamento conjugal.
Torna-te quem tu és! E tu és aquilo que foi sonhado e desejado por Deus desde toda a eternidade.
Momento de partilha dos casais. (A partir de dinâmica realizada no encontro)
Podemos dizer que os fatos que vivemos, quando aceitos sob a luz de Deus, podem se converter em graça para trabalharmos nossas emoções e sentimentos. No Retiro Casais I que agente faz em Bethânia, trabalhamos a questão de nossos sentimentos, sexualidade e afetividade. Sentir não é problema, não é a raiz do problema. Tocar nos sentimentos é tocar na INTIMIDADE. Casal cristão não pode criar ilusão da vida, temos que trabalhar a realidade daquilo que vivemos. Falar de intimidade é oportunizar um espaço para falar daquilo que sentimos, é saudável sentir, e não criem ilusão da vida. Não é o fato de fazer um retiro que irá tornar vocês anjos. A DIFERENÇA se dará a partir de sua postura na vida, a grande dificuldade surge a partir daquilo que fazemos com nossos sentimentos. A única coisa que pode fazer romper a mentira dentro do relacionamento é a intimidade. Marido e mulher, a partir da graça do sacramento que os une, precisam ser intimo e profundo em sua vida conjugal. Um precisa saber da história de vida do outro, somente assim poderão se entender mutuamente.
A mentalidade utilitarista e consumista fez todas as coisas se tornarem problemas. Hoje se pensa unicamente no que se ganha ao realizar as coisas: “o que eu ganho mantendo esse relacionamento?” Em todas as áreas da nossa vida vamos sendo influenciados por essa ideia utilitarista, a partir do que se pode ganhar. Não há a dimensão da doação, pois quando se percebe que pode-se perder algo para cultivar o relacionamento, então se deixa de acreditar que é possível, que vale a pena. Quando o casal perde a capacidade de sair de si e ir ao encontro do outro, então é sinal de que a mentalidade utilitarista já tomou conta da vida do casal.
Uma das coisas mais interessantes hoje é o modo como “algumas” famílias enxergam seus filhos, a partir daquilo que eles podem ser e o retorno que podem dar lá na frente. Os filhos se tornam um produto no qual se investe na espera de colher o “retorno” no futuro. Para muitos o que importa não é o filho, em si. Mas o produto que ele representa, algo no qual invisto. A dimensão pessoal e unitiva, da qual se estabelece a ideia de família se perdeu em vista de uma mentalidade utilitarista e individualista. O problema vai crescendo, e pouco a pouco destrói a vida do casal.
Busca-se subterfúgios inúmeros para tentar preencher um vazio interior, onde cada um dos casais irá buscar fora de si e da relação aquilo que poderá preencher a vida a dois. Em todas as dimensões da vida, o ato de protelar, buscar fora de si e da vocação à qual foram chamados vai matando a intimidade entre o casal. Não se para mais para escutar um ao outro. O órgão mais importante do homem é o ouvido, escutar antes de agir será sempre mais importante na vida a dois.
Da mesma forma, para a mulher a palavra tem uma força gigantesca. Aquilo que ela escuta toma um significado e importância tremendos. É a partir do que se escuta que se constroem as expectativas dentro de relacionamento.
Mas quando não há intimidade entre o casal, o deserto toma conta da relação. Começa a surgir as miragens ao longo do caminho, as ilusões, os mercadores de soluções baratas, a saturação da mídia dentro de nossas casas. Aceitamos sem critérios nenhum aquilo que a mídia traz para dentro de nossas casas.
Da mesma forma, buscando uma vida fora de si, em nome do trabalho os casais estão deixando de namorar, de ter intimidade, de se relacionarem. As conseqüências disso é redução da paixão, do amor, da excitação... Em pouco tempo reduz-se a proximidade e o amor morre.
O amor exige cultivo, cuidado, zelo. A morte no relacionamento significa e expressa a redução da INTIMIDADE. Tem que ser partilhada a intimidade, ser falada, comunicada entre o casal. Um precisa tomar consciência da história do outro. Diante disso, deve-se tomar cuidado com os filhos. Eles não podem ser empecilho para que o casal viva sua intimidade. Por isso, no dia a dia da vida, os filhos não podem ser dificuldade na vida conjugal. É preciso encontrar caminhos, maneiras de lidar com tal situação.
Pe. Vicente,scj
Adaptação e transcrição: Carlos Jacob
Brasil é representado por 54 participantes no 3º Congresso Latinoamericano de Jovens
Papa espera que cresça amizade recíproca entre judeus e cristãos
A vida dos jovens na América Latina
09/09/2010
Por Igreja em destaque
A paz de espírito
09/09/2010
Por Palavra em ação
O amor de Cristo se perpetua na eucaristia
09/09/2010
Por Pe. Francisco Sehnem,scj
Família, ninho de amor
09/09/2010
Por Pe Alírio Pedrini,scj
A arte de celebrar a liturgia
09/09/2010
Por Catequese
São João Batista
(48) 3265-4415Lorena
(12) 3157-8317Guarapuava
(42) 3622-7457Curitiba
(41) 3378-5763Castro
(42) 3232-7098