Santo Tomás diz [I-II, Q.34, a.4] que um homem é bom quando sua vontade se alegra com o que é bom; é mau quando sua vontade se alegra com o que é mau. É virtuoso quando encontra felicidade numa vida virtuosa; pecaminoso, quando se compraz numa vida pecaminosa. Assim sendo, as coisas que amamos nos dizem o que somos.
Portanto, o homem é conhecido por seu fim; também por seu início. Se quisermos conhecê-lo tal como é em qualquer momento, basta descobrir a distância desde seu início e o quanto está próximo de seu fim. O homem bom vem de Deus e volta para ele. Começa pelo dom de ser e pelas capacidades que Deus lhe deu. Atinge a idade da razão e começa a fazer escolhas. Já Santo Agostinho dizia: "... fizeste-nos para vós ti, e inquieto está nosso coração, enquanto não repousar em ti " (Confissões, Sto Agostinho 1, 1).
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