No fundo, se bem que haja quatro bem-aventuranças em Lucas e oito em Mateus, não há mais do que uma: bem-aventurados os que fazem a experiência da existência verdadeira. Fazer esta experiência é, ao mesmo tempo e indivisivelmente, a felicidade e a cruz, as duas juntas. Porque o cristianismo é ligação estreita entre a felicidade e a cruz. De fato, para chegar à felicidade mais alta, é preciso renunciar à felicidade demasiado fácil, leviana, própria das coisas que passam. Aquilo a que chamamos a felicidade do céu é a felicidade de amar, isto é, de sair de si mesmo, de já não pensar em si, de já não se debruçar sobre si. Para encontrar a verdadeira felicidade se faz necessário ter o coração mergulhado em Deus, na sua Palavra que cura e liberta para a vida.
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