À medida que menos se reza, Deus vai-se esfumando num apagado afastamento. Lentamente vai-se convertendo em simples “ideia” sem sangue e sem vida, uma abstração qualquer. Não “dá gosto” estar, tratar, viver com uma “ideia”; também não há estímulo para lutar e superar-se. Assim, Deus vai deixando de ser Alguém e termina por diluir-se numa realidade ausente e longínqua.
Uma vez que nos deixamos cair nessa espiral, Deus lentamente deixa de ser Recompensa, Alegria, Delícia... E cada vez menos se “conta” com Ele. Assim, surge uma crise e já não se recorre a Deus, porque é uma palavra que já “significa” muito pouco para nós. Recorremos a meios psicológicos, ou simplesmente somos arrastados pela crise.
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