Retidão de vida e religião

Artigos

31/08/2010
Palavra em ação
Queria perceber alguma coisa no que diz respeito ao senso religioso de tais protagonistas do mal.

Nem sempre podemos constatar, nos dias atuais, que somos uma geração de pessoas retas e íntegras. “Jó era homem íntegro e reto, e se mantinha afastado do mal” ( Jó 1,1). Os noticiários, dia por dia nos assustam, nestes tempos de orgulhosa modernidade, descrevendo a ousadia dos que assaltam, invadem residências, matam com requintes de malvadeza, roubam fortunas dos incautos...Durante vários anos prestei atenção nas informações desses fatos mais grosseiros e de alta imoralidade. Queria perceber alguma coisa no que diz respeito ao senso religioso de tais protagonistas do mal. Cheguei à conclusão de que entre eles não existia ninguém que fosse participante de missa, ou mais ainda, fosse alguém de reconhecer seus pecados na Confissão, e que recebesse a Eucaristia. Antes de serem marginais da convivência social, já eram marginais da fé. Com o perdão da expressão.
Mas a minha admiração não parou aí. Observei na vida dentro da sociedade, uma abundância de personagens de mau caráter. E não só do sexo masculino, como é evidente, mas com uma grande preponderância varonil. Aqui se observam campanhas vergonhosas de mentiras contra o bom nome das pessoas; lá se vê um inteligente que compra adoidado e não paga os seus débitos, (mas circula de Corolla); acolá se constata uma pessoa, vestida com os requintes da moda, mas com uma vida sexual promíscua e infiel. O povo os mima com a alcunha de “safados”, “sem-vergonhas”, “canalhas”, “velhacos” e outros nomes com os quais a língua portuguesa é muito pródiga. Cheguei a estas conclusões: podem até ser pessoas que guardaram a fé. Mas não participam da vida comunitária, nem muito menos tem paciência para suportar uma missa. Aí se verifica uma lógica interna irrefreável. Só quem procura levar a vida de um justo, ouve com prazer a lei do Senhor, e a medita dia e noite. O salmista arrisca uma explicação: “Os pecadores não ficarão de pé na reunião dos justos” (Sl 1, 5). Todos nós poderemos alcançar a santidade de vida, se adequarmos nossa vida à de Jesus, “o santo e justo” (At 3, 14). Eis o grande ideal para santos e pecadores.


Por Dom Aloísio Roque Oppermann
Fonte: CNBB

 
Bethânia

São João Batista

(48) 3265-4415

Lorena

(12) 3157-8317

Guarapuava

(42) 3622-7457

Curitiba

(41) 3378-5763
 
2009 - Bethânia - Todos os direitos reservados