Pe. Vicente , Bth
O Natal se aproxima. Muito se discute sobre a data. Não importa. Relevante é o fato de que todos os cristãos no próximo 25 de dezembro param para celebrar a beleza da Palavra que “Se fez carne” (Jo 1, 14). É maravilhoso contemplar: em Jesus, Deus se faz gente para que a gente possa ser mais gente.
Como um São Francisco maravilhado, somos convidados a contemplar o presépio a fim de haurir dele a força divina que nos humaniza. Lá está o despojamento que nos faz ver o essencial. Lá está a família, com seus laços, a nos tornar quem somos. A natureza, representada nos animais, está lá assinalando que não estamos sós no planeta e devemos cuidar. Junto, ao presépio, os Anjos, a nos apontar as “Coisas do Alto” e a fé que move o nosso interior. Deitado, sobre a manjedoura, o Menino, feito nossa salvação, e, ao seu lado, Maria e José extasiados pela resposta de Deus à humanidade. Neste momento sublime, representado por tantos artistas em tantas culturas, encontramos a força da profecia: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um Filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que significa: Deus conosco” (Mt 1,23). Nosso Deus nos ama. Ele está definitivamente ligado ao nosso destino humano.
Remonto à minha infância. Lembro-me da alegria de um tempo feliz onde construíamos o presépio em família. Era um acontecimento especial ligado à preparação para o Natal. Com criatividade, a cada ano, apresentávamos algo novo. Foi o máximo, para mim menino, o dia em que consegui fazer um lago com espelho para enfeitar do lado da gruta. Quantos elogios ganhei por aquele presépio! O Natal era tema em nossa casa. Diante do presépio rezávamos esperando o Menino Jesus. Era tudo simples, mas tudo tão família, tudo tão feliz!
Quando penso hoje, no Natal dos shoppings e das vendas, percebo o grande perigo da idolatria de um natal de consumismo. Um Natal oco, sem essência, sem esperança. Um “Natal sem Deus”, no qual se troca a renovação e o verdadeiro amor trazido pelo “Menino”, por um saco de presentes trazido pelo “Papai Noel”. Não! Não é esse o Natal que o nosso coração deseja. Não é esse o Natal que os filhos e filhas de Bethânia necessitam e anseiam. Em Bethânia, dizemos não ao “Natal sem Deus” e acolhemos o “Natal de Jesus”. Construímos presépios!
Desejo a você e toda família Bethânia um Natal de quem constrói presépios, um “Natal de Jesus”. Um feliz Natal!
Fique na paz de Deus!
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