As contas do céu

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18/01/2012
Para Refletir
No episodio da mulher que deu duas moedas para o templo, na parábola do fariseu que se orgulhava de pagar o em duas outras parábolas, Jesus fala da falsa justiça e da falsa caridade.

No episodio da mulher que deu duas moedas para o templo, na parábola do fariseu que se orgulhava de pagar o em duas outras parábolas, Jesus fala da falsa justiça e da falsa caridade. Falar a favor que deu muito do pouco que possuía e contra pouco do muito que possuía, mas ainda sim se gabou de ser pessoa boa.
Poderíamos juntas às parábolas de Jesus, a do bananeiro rico, empreendedor esperto que descobriu que naquele imenso vale plantar bananas exigiam poucos cuidados e dava enorme lucro. Reservou extensa parte de suas terras e plantou bananas. Contabilizava-as por lote.
Um dia, gabou-se dentre os amigos de ter para colher um milhão de cachos de banana: mercado garantido. Uma tempestade derrubara o telhado da ala infantil do hospital local, que era conduzido por freiras italianas. A paróquia assumiu a tarefa de recobrir o telhado e ampliar a ala. O pároco lembrou-se do fazendeiro. Pediu-lhe uma doação; ele disse que pensaria no assunto e daria uma resposta em uma semana. Daria dois caminhões carregados de mil cachos de bananas.
O padre jovem fez as contas e pensou”-Ele tem mercado garantido”. E continuou o raciocínio. Se o bananeiro vendesse aquelas toneladas para o mercado garantido e desse o dinheiro, faria um grande favor. Mas, ao descarregar mil cachos no pátio das ermas, deixando a elas a tarefa de vendê-las, estava desperdiçando bananas; as freiras não tinham como vender tudo aquilo. Assim, não era caridade; além do mais, mil cachos de bananas estavam longe de ser generosidade. Se do que produzia, o fazendeiro tivesse dado o dinheiro equivalente a cem cachos de banana, teria dado 10%, se tivesse dado dez mil teria dado 1%. Ao dar mil e daquele jeito tinha dado 0,1%.
Foi escritório, agradeceu muito a oferta e disse que não teria como administra aquele mil cachos de banana. Não era oferta era fardo, era fardo! O fazendeiro o achou grosso, indelicado, mal educado, mal agradecido. Os comerciantes e indústrias da cidade entenderão o padre. Nunca mais falou no assunto, a boca pequena corria entre todos os fazendeiros, empresários e funcionários a noticia da oferta do fazendeiro que plantador de bananas.
Pessoas que ganham 1 milhão por mês e dão 10 mil reais para a caridade certamente deram mais que nada. O que deram foi alguma coisa, mas não passou disso; alguma coisa. Não se proclamem caridosos ou generosos porque não o são. Estão longe de parecer aquela pobre que deu moedas para o tesouro do templo.
Nos dia de hoje, uma pobre que desse R$200,0 reais para uma obra de social, teria dado 20 vezes mais que alguns milionários dão. ÉS que, na hora de repartir o cacho de banana de 100 bananas, o pobre é capaz de dar 10 ou 20; o milionário com sua mentalidade de acumular, é capaz de dar 2 ou 3. A maioria até da 2% do que lucra por mês. Neles, o verbo acumular prejudica o verbo ajudar. O que eles não sabem é que o céu também sabe fazer contas.
Por: Pe. zezinho

Fonte: A voz do divino

 
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