Pe. Vicente , Bth
Virou hit mundial. Quem ainda não ouviu em algum lugar a grudenta “Ai se eu te pego...”. E assim mesmo. Todo ano alguma música embala as festas de verão e nos temos que agüentar, pelo menos até o carnaval. Você deve se perguntar nesse momento qual a razão de escrever sobre ela nesse espaço. Garanto a você que não é falta de assunto ou falso moralismo. Algo maior me motiva. Se pararmos para pensar, “Ai se eu te pego...” e o restante da letra que segue, resume a triste situação da maioria dos jovens, não apenas no Brasil, mas no mundo. Com uma profunda falta de sentido para suas vidas, terminam as noitadas em baladas regadas a bebidas, drogas e sexualidade estragada e sem compromisso. Impulsionados por músicas maliciosas e de duplo sentido de diversos ritmos são incentivados nesse comportamento onde o resultado está aí escondido por detrás de conceitos como “conseqüências sociais”, que na pratica são: dependência química, abortos, filhos indesejados, mortes no trânsito, violência de todas as cores e matizes, dinheiro financiando morte e prostituição.
Um jovem cantor sertanejo de cerca de 30 anos empresta seu talento e a música acontece. Celebridades do mundo inteiro cantam e dançam. No Brasil muito se fala do jovem talentoso, grande ídolo da nossa paixão nacional que aderiu ao hit e sintetiza tudo que falei acima. Em Bethânia o chamamos carinhosamente de “Calopisita da Baixada”. Os jovens o idolatram. Eles imitam suas roupas, seu corte de cabelo. Eles querem ser como ele, ganhar dinheiro e mulheres como ele, dançar como ele. Com o seu comportamento reforça o que a música diz. E quantos jogadores e cantores fazem o mesmo.
No último final de semana participei de uma ordenação sacerdotal. O jovem ordenado tem 30 anos. Rapaz simples, talentoso, grande comunicador, canta e encanta com sua bela voz. Mas, principalmente ele é apaixonado pelo Coração de Jesus. Gastará sua juventude e seus primeiros anos de sacerdócio como missionário dehoniano no interior do Maranhão, numa das regiões mais pobres do Brasil. Pe. Romulo Leal é o primeiro padre da cidade de Cezarina-GO. Na missa que o fez padre, enquanto o acompanhávamos entre lágrimas, vi a igreja cheia de jovens emocionados com aquele momento. Pe. Rômulo foi meu aluno. Sei que ele não é perfeito, assim como também não sou e nenhum padre o é. Aliás, sempre me lembro do Pe. Léo que gostava de pregar que Deus escolhe sempre os piores. Agradeci a Deus pela coragem do jovem padre e de tantos outros, pois enquanto alguns insistem na lógica do “Ai se eu te pego...”, Deus suscita outros tantos, cheios de alegria e vontade de viver “Ai de mim se eu não evangelizar...”(1Cor 9,16).
Talvez a frase de São Paulo não vire hit mundial e celebridades do mundo todo não adiram a ela. Mas de uma coisa tenho certeza, a segunda gera jovens santos, fraternos e solidários, muitos mais maduros e realizados que a primeira. Pense nisso!
Fique na paz de Deus!
Pe. Vicente, bth
O Sétimo Mandamento: Não Roubar
17/05/2012
Por Catequese
O Evangelho como um direito de todos
16/05/2012
Por Catequese
As mãos de Maria
15/05/2012
Por Dom Murilo S. R. Krieger,scj
Amai-vos como EU vos Amei
15/05/2012
Por Catequese
A Sabedoria escondida em todas as coisas
15/05/2012
Por Catequese
Recanto S.J. Batista
(48) 3265-4415Recanto Lorena
(12) 3157-8317Recanto Guarapuava
(42) 3622-7457Recanto Curitiba
(41) 3378-5763Recanto Italva
(22) 9866-0140